O Brasil possui a cultura mais digital do planeta e o maior percentual de pessoas conectadas à internet do mundo, incluindo a classe C, com uma média de 26,7 horas por mês de conexão, segundo dados da Comscore Media Matrix de setembro de 2009. Apesar disso, apenas 4,4% do budget de marketing das empresas são alocados hoje para as mídias digitais, um percentual muito inferior ao de países como a Inglaterra, onde 23% dos recursos destinam-se à área digital; a China, com 13,6%, ou ainda os Estados Unidos, onde esse percentual é de 11,3%.
Os dados constam da pesquisa New Digital Middle Class, que está sendo realizada pela Razorfish, maior agência de marketing digital do mundo (segundo o ranking da Advertising Age de 2009), que apresentou nesta semana alguns dados do estudo, em encontro no qual anunciou o início das suas operações no mercado brasileiro.
"Em quase todas as escalas, o brasileiro é o povo mais digital do planeta. Com programas como o novo Plano Nacional de Banda Larga do governo, o acesso se tornará ainda mais amplo e profundo”, afirmou Joseph Crump, vice-presidente sênior de estratégia e planejamento da Razorfish, ao ressaltar a importância da classe C para essa mudança de paradigma.
Um dado que comprova isso é que 33% da audiência da classe C hoje está na internet, em comparação a 44% da televisão, segundo dados do Grupo de Mídia de 2008. Em 2010, a Classe C deverá representar 45% do total do mercado de internet, destacando-se que 51% das compras online são de consumidores das classes C, D e E.
“É hora das empresas e marcas começarem a se libertar de sua dependência da televisão para se conectar aos seus consumidores", ressaltou Fernando Tassinari, gerente geral da subsidiária brasileira da Razorfish, ao citar que, em outros países, a alocação das verbas está migrando, e a agência quer contribuir para acelerar esse processo também no Brasil.
Segundo o estudo em elaboração pela Razorfish, diversos fatores têm reforçado a posição da televisão como a mídia mais forte no Brasil. Um deles é a forte cultura da telenovela, e o outro, a prática da Bonificação por Volume (BV) dada pelas emissoras de televisão às agências, que contribui para o direcionamento dos recursos para a mídia televisiva. Nos Estados Unidos, em contrapartida, menos de 10 milhões dos lares estão conectados hoje às redes abertas de televisão, em comparação a cerca de 50 milhões na década de 70.
No Brasil, a televisão detém cerca de 55% das verbas disponibilizadas para as várias mídias (impressas, internet, rádio e out of home), enquanto nos EUA essa participação está perto de 25% e na Inglaterra, próxima de 20%.
Fonte:AdNews
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