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18 de mai. de 2010

Sucesso sem risco?

por Edson Porto com Álvaro Oppermann

Faz parte do ideário capitalista a relação quase direta e proporcional entre empreendedorismo, risco e sucesso. Quanto mais ousado e corajoso o empreendedor, mais chances de chegar ao topo. Esse é o roteiro básico nas biografias de grandes homens de negócios. Ou era. Alguns livros e trabalhos recentes estão olhando de forma diferente para as histórias de mitos globais e as reescrevendo. É o que faz a obra From Predators to Icons (“De predadores a ícones”, em tradução livre), dos acadêmicos franceses Catherine Vuillermot e Michel Villette.

De acordo com a dupla, o herói empreendedor, em geral, pouco tem de ousado. Na verdade, sua grande qualidade seria enxergar as oportunidades antes dos outros e não sua habilidade de suportar o risco. Alguns, aliás, seriam na verdade até medrosos. Da lista dos cautelosos fazem parte George Eastman (Kodak), Giovanni Agnelli (Fiat), Sam Walton (Walmart) e Ingvar Kamprad (Ikea). Na fundação de seus impérios, de acordo com os autores, eles sempre jogaram defensivamente.

Os franceses não estão explorando sozinhos esse novo filão. O escritor e jornalista americano Malcolm Gladwell também escreveu sobre o assunto na revista New Yorker, citando os franceses. Na revisão da biografia de alguns grandes empreendedores, Gladwell diz que há aqueles com aversão quase física ao risco, como Ted Turner, o bilionário empresário de mídia, fundador da CNN. Na única vez em que colocou dinheiro vivo num negócio, na compra da empresa General Outdoor, nos anos 60, Turner ficou doente.

Herdeiro de um próspero negócio de outdoors, ele resolveu entrar para o ramo da televisão, em 1969, comprando uma emissora UHF em Atlanta. Não colocou US$ 1 em dinheiro – fez uma troca por ações de sua empresa. Ele, aliás, sempre evitou fazer aquisições em dinheiro. Depois, promoveu o canal, que custara US$ 2,5 milhões, usando espaço ocioso em seus próprios outdoors. Em 1973, a emissora dava lucro de US$ 1 milhão anual.

Os autores franceses afirmam que os “heróis de negócios” não se dão bem por assumir riscos. “Eles são na verdade predadores oportunistas. E predadores não se arriscam quando saem à caça.” A aversão pelo risco é compensada pela capacidade de não se preocupar muito com o que falam deles. Sam Walton, ao iniciar o Walmart, não usou as economias pessoais. Pediu dinheiro emprestado à família da esposa. Aguentou, por vários anos, cara feia nos dias de Ação de Graças. Até pagar. Nos anos 60, no auge da Guerra Fria, o sueco Ingvar Kamprad, da Ikea, encomendou seus móveis na comunista Polônia, por um terço do preço do da Suécia. Foi acusado de traidor. Deu de ombros. “O empreendedor de sucesso não tem medo de colocar a reputação pessoal em jogo. Sacrossanto é o bolso”, dizem Catherine e Villette.

A tese dos franceses é corroborada pelo professor da London Business School Don Sull. Uma grande oportunidade de negócios, diz ele, pode ser descrita como uma série de “janelas douradas” que se abre. O herói capitalista é aquele que sabe instintivamente, ou analiticamente, reconhecer esse padrão. Não é que ele topou o risco. Ele simplesmente viu o que nós não conseguimos enxergar: que não havia risco algum no negócio.

Fonte:Época Negócios

Quem quer faz. Quem não quer, arruma uma deculpa!

por Christian Barbosa

As empresas estão abarrotadas de pessoas que carregam consigo inúmeras respostas para explicar os motivos pelo qual deixaram de concluir determinadas atividades. É comum termos na ponta da língua um motivo chave que esclareça as dificuldades que nos levaram a não realizar aquela tarefa. Normalmente, o item mais comum da lista que contém milhares de desculpas possíveis é a falta de tempo. Concorda?

Se excluirmos os compromissos que estão totalmente fora de nosso controle ou atuação, os outros que não foram finalizados simplesmente deixaram de ser priorizados ou escolhidos por nós. Perceba os pretextos quando analisamos os motivos aos quais deixamos de cumprir determinada tarefa: você não leu aquele livro, porque teve preguiça. Não retornou aquela ligação, porque o cliente não lhe agradava. Não concluiu todas as atividades agendadas para o seu dia, porque priorizou outras tarefas. Deixou de ir à academia, porque estava sem motivação. Você não termina de escrever seu livro, porque precisa revisar outras vezes. E, com essas explicações para suas não-realizações, a vida passa.

Acredito que, para a maioria das pessoas, o problema para a não cumprir seus afazeres não é a falta de tempo, mas a sobra de desculpas. Quando desejamos realizar uma tarefa de verdade, ou seja, quando a vontade ou a necessidade é maior do que tudo, tendemos a ir atrás e fazer o que for preciso para atingir o objetivo. É preciso entender que todo ser humano cria desculpas, vez ou outra, para as pessoas ao qual nos relacionamos, visando um bem maior. Quem nunca faltou à aula para ver a/o namorada/o?

Ensino as pessoas a administrarem seu tempo e empresas a terem menos urgências. Mas isso não é uma tarefa fácil para a grande maioria dos clientes. Re-educar o planejamento, a maneira de priorizar as atividades, fazer com que essa pessoa agende seus afazeres no Neotriad (software) e fique com ele aberto o tempo todo para gerenciar o seu dia requer dedicação e força de vontade. Parece simples, mas não é. As pessoas necessitam e um entendimento: não temos que vencer o “vilão” do tempo, mas temos que lutar contra a “zona de conforto”, ao qual muitas vezes nos mantemos. É o modelo operante que existente em nós, criado através de nossos pensamentos e processados em nosso cérebro.

Esse padrão mental é o principal gerador da preguiça, nossas desculpas, a falta de tempo e não-realizações. Como vencê-lo? Primeiro, devemos nos conscientizar de que vivenciamos, há algumas décadas, um exemplo antigo pré-estabelecido, contra apenas alguns dias de um novo modelo. Isso requer duas coisas: a primeira é persistência constante, ou seja, todo o dia precisamos nos forçar a aplicar um pouco desse novo protótipo que desejamos implantar. Depois, será necessário encontrar um forte motivo que nos motive a manter esse ritmo.

Por que você quer mais tempo? Quando essa pergunta estiver respondida de forma que realmente toque todas as partes do seu cérebro, da sua alma, do seu coração e do seu ser, pode ter certeza que você desvendou a maneira de vencer seu antigo modelo.

Quem quer realizar algo que realmente traga resultados a curto, médio e longo prazo, e descobrir um motivo para isso, pode ter a certeza que irá cumpri-lo. Caso contrário, você vai encontrar uma excelente desculpa para deixar a realização para depois.


*Christian Barbosa é o maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade. Fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo.

É isso aí... vamos GERENCIAR o nosso tempo!

Redes Sociais Temáticas

Redes sociais segmentadas crescem, diversificam-se e ampliam seu público.

A estilista Carolina Kawauchi, de 29 anos, descobriu na comida japonesa uma inspiração para criar roupas e acessórios de moda em forma de sushi e de outros itens da gastronomia oriental.

Assim surgiu a grife Sushi. C. Mas você não vai encontrar tais criações em lojas. Carolina vende suas peças pela internet e em feiras e bazares. Por isso, dedica cinco horas de seus dias para usar redes sociais e divulgar seu trabalho. Embora visite o orkut e o Facebook, Carolina escolheu como base o byMK, rede brasileira especializada em moda. Lá, encontra um público com interesses semelhantes aos seus e tem mais chances de ser bem-sucedida nos negócios.

Redes sociais como o byMK estão ganhando espaço na internet e têm sido descobertas por mais gente que quer se focar num tema. “A ideia é ter pessoas de um segmento específico, que entendam e se interessem muito por determinado assunto”, diz Elizabeth Saad, professora da Universidade de São Paulo especializada em mídias digitais.

A tendência é que as redes temáticas cresçam, mas sem disputar público com as grandes. Elas devem complementar discussões e espaços que as mais gerais não preenchem. No Brasil, o terreno é fértil. Aqui, a média mensal de tempo gasto em redes sociais é de 6,3 horas, e o número de páginas vistas por pessoa chega a 1 220. É quase o dobro da média mundial, de 3,7 horas. Os brasileiros perdem apenas para os russos, que assinalam 6,6 horas mensais.

Fonte: INFO